Como Responder

Jó 34:34-37

“Os homens de bom senso e sabedoria que me ouvem, me dizem: ‘Jó não sabe o que diz; não há mais sabedoria em suas palavras!’ Sim, Jó precisa sofrer sua prova até o fim por causa do seu modo ímpio de responder às circunstâncias. Ora, ao seu pecado ele ainda acrescenta a revolta; faz gestos de desprezo, como o bater palmas, e multiplica suas palavras contra Deus!”

 

Introdução

Pregar sobre Jó é sempre pisar num terreno perigoso e controvertido, pois a maioria das pessoas tende a pensar, que Jó sofreu sem ter pecado e que o Senhor fez isso somente para “provar” a sua fé.

Em versículos como esses, que lemos no capítulo 34, vemos o Senhor deixando registrado exatamente o contrário, ou seja, que Jó havia pecado sim, e embora eu não vá me ater aos pecados que trouxeram todo esse juízo à vida dele, é importante deixar registrado, que o pior erro de Jó foi, que como líder espiritual do seu clã (equivalente a um pastor em nossos dias), ele permitiu que seus filhos e filhas se corrompessem dentro de suas propriedades, e ao final de cada evento iníquo que eles promoviam, Jó tentava encobrir o pecado deles com ofertas ao Senhor.

Os três primeiros amigos de Jó, sem amor nem compaixão pelo sofrimento dele, foram repreendidos por Deus pela maneira com que trataram o problema de Jó, mas o quarto amigo, Eliú, foi aprovado por Deus e é justamente ele quem revela no texto que lemos, que Jó havia pecado.

Mas hoje, eu gostaria de meditar um pouco sobre a resposta de Jó ao sofrimento, e que tipo de resposta nós devemos dar quando nós estivermos aflitos.

 

Quem Se Importa? (Jó 33:31-32)

Voltando um pouquinho, no capítulo 33, o Senhor impactou o meu coração a respeito do porquê Deus pôde usar Eliú para confrontar e resgatar a vida de Jó. E a resposta está nos versos 31 e 32 desse capítulo, que mostram, que Eliú desejava defender Jó, em outra versão diz que ele desejava justificar a ele.

Isto significa que Eliú, ao contrário de Elifaz, Bildade e Zofar, não estava ali para trazer peso ou condenação sobre Jó, mas ele desejava defendê-lo, e porque suas razões eram justas e puras, ele podia também repreendê-lo para alcançar a justificação dele.

Muitas vezes nós queremos repreender as pessoas, mas não estamos habilitados para isso pelo único motivo, que nós ainda não nos importamos o suficiente com elas para que tenhamos autoridade para repreendê-las para o seu bem.

Sempre que virmos os erros dos outros e quisermos trazer condenação e repreensão, devemos olhar para dentro de nós e nos perguntarmos: Meu desejo é realmente de que esta pessoa se levante e seja restaurada?

Se não for esse o desejo mais íntimo do seu coração, não se atreva a pronunciar palavra.

 

Precisamos Aprender a Responder às Circunstâncias

No nosso texto chave, vemos que Jó estava respondendo de uma maneira incorreta ao sofrimento que estava experimentando. Eliú diz que ele estava respondendo àquelas circunstâncias de um modo ímpio, isto significa que existe um modo ímpio e um modo cristão de responder às situações que enfrentamos.

O modo ímpio é o que acrescenta aos nossos pecados a revolta, ou em outra versão a rebelião, ou seja, além de não nos arrependermos por nossas atitudes que desagradaram a Deus, a tudo isso acrescentamos revolta contra Ele, culpamos a Deus pelas situações que estamos vivendo, que são consequências das escolhas que fizemos no passado, sem nunca consultar a Deus, ou sequer perguntar a Ele o que achava a respeito, e então quando tudo dá errado, nos voltamos contra Ele e dizemos de maneira ímpia: Por que Deus deixou que isso acontecesse? Deus não se importa comigo e etc, etc, etc.

Há algo que precisamos aprender sobre Deus, e é que Ele não mudará seus planos para agradar ninguém, Ele não muda e nEle não há sombra de variação. Portanto, se estivermos passando por algo desagradável, devemos sempre perguntar a Ele, como o que estamos vivendo pode nos aproximar do seu propósito para nossa vida e que tipo de arrependimento pode abreviar as tribulações.

Eliú diz, que Jó teria que enfrentar as tribulações até o fim, sem abreviações, por causa da maneira ímpia com que ele respondeu à situação. Que possamos aprender em tudo o que vivemos a responder de maneira sábia às circunstâncias.

 

A Resposta de Paulo (Atos 16:19-26)

Sem dúvida alguma, Paulo é para mim o maior exemplo de como responder bem às circunstâncias adversas. Ao invés de culpar a Deus, Paulo se considerava indigno de todas as coisas, chegando a se considerar o principal dos pecadores, quando na verdade era o maior dos Apóstolos. Continuava se arrependendo por um dia ter perseguido a igreja de Cristo, mesmo depois, de por décadas ter contribuído para o desenvolvimento da igreja como nenhum outro servo de Deus. Demonstrava assim, que a maior prova de que um dia nos arrependemos profundamente dos nossos pecado, é que ainda hoje continuamos nos arrependendo deles, sem peso, sem culpa, mas com o sentimento de que somos devedores do Reino, porque um dia fomos muito perdoados pelo Rei.

Nesse texto de Atos 16, vemos uma tremenda resposta de Paulo e Silas a uma circunstância de tribulação e de dor, eles responderam com Adoração!!! O Senhor se agradou tanto da resposta de amor deles, que respondeu com um terremoto que os libertou e trouxe Salvação a todos aqueles presos.

Como temos respondido às circunstâncias que temos vivido? Como Jó, ou como Paulo? Com revolta ou com Adoração? Hoje é a nossa oportunidade de nos entregarmos totalmente a Ele e vivermos todos os seus planos para nós, pois a nossa leve e momentânea tribulação, não pode se comparar com a Gloria que há de ser revelada em nós e através de nós!!!

Pr. Jasinho

 

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