Quem Me Dera…

I Crônicas 11:17-19

“17 Davi teve um desejo e exclamou: “Quem me dera beber água do poço de Belém, que está perto da porta da cidade!” 18 Então aqueles três homens invadiram o acampamento dos filisteus, tiraram água do poço de Belém, que estava perto da entrada da cidade, e a trouxeram a Davi. Porém Davi não se sentiu digno de bebê-la sozinho, e a derramou como oferta diante do SENHOR, 19 e declarou: “Ó meu Deus, eu jamais faria tal coisa! Poderia eu beber o sangue destes homens valorosos? Eles arriscaram a vida para trazer esta água para mim!” De maneira que não a quis beber. Assim procederam aqueles três guerreiros.”

 

Introdução

Essa mensagem para mim diz respeito a como nós nos relacionamos com o coração de Deus, é sobre o quanto desejamos alegrá-lo e o que estamos dispostos a fazer para satisfazer ao nosso Rei.

Será que temos sido sensíveis para ouvir os anelos mais profundos do coração de Deus? Qual seria nossa reação se pudéssemos ouví-lo dizer: “Quem me dera…”

Estamos dispostos a entregar a nossa própria vida para entregar a Ele a água que Ele deseja beber? E afinal, do que o nosso Rei tem sede? É disso que deveria se tratar a nossa vida.

 

O Desejo do Rei

Esse texto de I Crônicas nos conta a respeito de soldados que amavam tanto o seu rei, que ao mínimo suspiro dele desejando algo, correram para atender esse anseio sem ao menos pensar nas consequências, porque consideravam realmente que o desejo do rei era uma ordem, e que precisava ser atendido.

Davi desejava água do poço de Belém. Belém era a cidade natal de Davi e a água daquele poço, com certeza o remetia a lembranças da sua infância, de quando ele cansado de correr e brincar, era revigorado com aquela água fresquinha.

Sempre me perguntei sobre qual seria a razão pela qual Davi queria especificamente água daquela fonte, e a resposta que encontrei é que ele desejava mais as memórias que tinha sobre como se refrescara naquele poço tantas e tantas vezes, do que especificamente as águas que estavam ali, que deviam ser iguais a de qualquer outro poço.

Jesus é conhecido como o Filho de Davi, e Davi é portanto uma figura de Cristo. E assim como Davi, Jesus também continua desejando as águas de Belém, as primeiras águas, o primeiro amor, a prática das primeiras obras.

Quando Ele olha para os primeiros dias da Igreja, Ele suspira e diz: “Quem me dera beber dessas águas novamente…” as águas de Belém, a entrega, a paixão, o fogo, esse é o desejo do Rei, e é isso que estamos buscando em nossos dias, um novo Pentecoste, um novo Avivamento, que traga de volta as águas do início da Igreja.

 

Valentes Não Vivem Para Si

A grande questão é sobre qual é a nossa reação diante do suspiro do nosso Rei.

Os soldados de Davi não pensaram duas vezes em arriscar suas vidas para dar de volta ao rei as primeiras águas, que ele havia bebido um dia, e isso porque eles entendiam, que valentes não vivem para si mesmos, mas por aquele a quem eles servem. Portanto se viviam para o rei, não teria problema algum se morressem para atender um desejo do rei.

O nosso Rei Jesus deu o mesmo suspiro em Apocalipse 2:4 dizendo: Tenho porém contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor… Era como se dissesse: Quem me dera beber novamente das águas daquele teu amor por mim, daquela paixão que você tinha, que te levava a fazer qualquer coisa e ir a qualquer lugar a qualquer hora por mim, quem me dera…

Quando o ouvimos suspirar dessa maneira, qual é a nossa reação? Aliás, Ele está suspirando exatamente isso hoje mesmo, e a pergunta é se somos ou não como aqueles valentes que não viviam para si, mas para o seu rei? Estamos dispostos a arriscar tudo para satisfazê-lo, para trazer as primeiras águas de volta?

Hoje o Senhor deseja que aprendamos a ser valentes, e que valentes não vivem para si, mas para o seu Rei, e se assim vivemos, não tem importância nos arriscarmos e até sofrermos por amor do seu nome, desde que as primeiras águas sejam trazidas à sua Presença.

 

A Água e o Sangue

Algo que me impressionou nesse episódio da Palavra de Deus, é que o rei não teve coragem de beber a água que seus soldados trouxeram para ele, porque aquela água para o rei representou o sangue, a vida dos seus servos.

Algo muito semelhante a isso aconteceu quando Jesus resolveu se entregar por nós, Ele viu que para satisfazer a Justiça do Pai diante do pecado, a vida do homem precisaria ser derramada, e Jesus vendo isso não permitiu que a vida daqueles a quem Ele amava se perdesse, mas diante do Pai, Ele derramou a sua própria vida, como libação, como oferta derramada diante de Deus. O Rei deu seu Sangue, não pediu o nosso, quando oferecemos a nossa vida, Ele derrama a sua sobre nós. Nessa disputa de quem ama mais, não temos a menor chance, perdemos sempre e invariavelmente.

Aquela água para os soldados representava a entrega ao rei do primeiro amor, mas para o rei representava uma entrega incondicional da própria vida, do próprio sangue.

O meu maior desejo hoje, é que busquemos o arrependimento como as águas de Belém, e ofereçamos a Ele essas águas como a nossa própria vida, e assim receberemos a vida dEle sobre nós.

 

Dar a Vida Pelo Rei

O nosso Rei está neste lugar e continua suspirando pelas águas de Belém, continua dizendo: “Quem me dera beber dessas águas que me lembro com tanto carinho. Quem me dera ter o coração daqueles a quem amo, e por quem me entreguei…”

Precisamos aprender a nos entregar como aqueles soldados de Davi, ao mínimo suspiro do nosso Rei.

Qual o teu limite? Quais são as tuas reservas? O que te impede de buscar essas águas.

Hoje é dia de arrependimento e de voltar a Ele, de nos entregar por Ele, e receberemos a sua vida derramada sobre nós, vida em abundância, vida eterna…

Pr. Jasinho

 

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